19 julho 2006

Buda e Peste



Budapeste, Chico Buarque, Suécia…hum, difícil achar esse livro, assim de última hora! Quando viajo, tenho sempre uma “tradicão”: levar um livro de algum escritor nascido naquele país ou região ou alguma literatura que tenha a ver com o local.
Infelizmente não conheco a literatura húngara, então, me contentei em ler as páginas e páginas que havia imprimido da net sobre Budapeste.

Uma cidade dividida em duas – Buda e Peste -. Nosso apartamento ficava em Buda e às margens do Rio Danúbio, viámos Peste, misteriosa e convidativa.
Uma cidade cheia de edifícios antigos e belíssimos…a língua? Mais incompreensível que grego, cheia de consoantes, palavras longuíssimas e impronunciáveis. Inglês? Em pouquíssimos lugares, mas dá prá se virar bem com uma boa dose de mímica e paciência!

As termas foram o ponto alto da viagem. Gostamos muito de Széchenyi e Géllert! O primeiro lugar, é a maior terma da Europa, com uma média de 15 piscinas cobertas, com diferentes temperaturas; do lado de fora, mais três piscinas enormes. Provei também uma massagem tailândesa, com duracão de uma hora, que quase quebrou todos os meus ossos, mas me deu uma maravilhosa sensacão de bem-estar e relaxamento.

O Géllert é a terma mais conhecida e tradicional, mas nós gostamos mais de Széchenyi(foto acima)!
Em três dias, conseguimos ver e provar várias atividades em Budapeste. Além das termas, visitamos a segunda maior sinagoga do mundo, com direito a muita história e detalhadas informacões sobre acontecimentos relacionados à Segunda Guerra Mundial e aos judeus que viviam e vivem em Budapeste. Aliás, no final de 1945, Budapeste foi tomada pelos nazistas e transformada em ruínas.

Fomos também ao Mátyás-Templon ou igreja de São Mateus, ao Parlamento Húngaro (foto ao lado) e vários outros lugares lindos!
Numa das noites, fomos a um pub com um amigo do Jonas, ouvir pop-rock húngaro…bom, curti mais a minha Smirnoff Ice do que a música, mas valeu a experiência!
Budapeste é uma cidade gostosa, cheia de atividades e recomendável para quem gosta de história, longas caminhadas e tardes preguicosas só apreciando belezas arquitetônicas!

Fotos: J. C. Ekström

P.S.: agora é a vez de desvendar Lisboa, até mais!

13 julho 2006

Budapeste

Passei alguns dias de férias na Hungria, na belíssima cidade de Budapeste! Aqui estão algumas das fotos que tiramos...prometo escrever um post sobre a viagem!;-)



Fotos: J. & C. Ekström

02 julho 2006

Brasil + futebol = decepcão!


Tô triste com a eliminacão do Brasil na Copa...apesar da selecão ter feito um jogo sem energia, sem brilho e ter sido dominada pelos franceses!!! Fazer o que,né? Agora o negócio é torcer para o sucesso do Felipão!!!

:-(((((((((

28 junho 2006

Falta de diversão vira sentimento de culpa com a idade

Gente, vejam que matéria interessante...prá refletir!!!

Pesquisadores descobriram que, ao longo do tempo, tendemos a nos arrepender mais daquilo que não fizemos

WASHINGTON - Quanto mais velhos ficamos, mais nos arrependemos de não nos divertirmos, diz um novo estudo na edição de setembro da Journal of Consumer Research. Pesquisadores da Universidade Columbia mostraram que escolher o trabalho ao invés da diversão leva ao arrependimento de ter perdido os prazeres da vida. Com o tempo, esses arrependimentos se intensificam, enquanto que a culpa por ceder às tentações tende a desaparecer.

"Enquanto render-se aos desejos pode certamente ser prejudicial, este artigo argumenta que o excesso de controle e de hipermetropia também pode ter conseqüências negativas a longo prazo", de acordo com os autores do trabalho, Ran Kivetz e Anat Keinan.

Com a crise da meia-idade, a tendência é vivenciar um arrependimento especialmente forte se o prazer é constantemente deixado para depois. De acordo com o estudo - um dos primeiros a comparar o arrependimento de se deixar levar com o arrependimento do autocontrole - a melhor perspectiva temporal trazida pela idade nos ajuda a esquecer a culpa por, digamos, transgressões em uma viagem durante a universidade. Ao invés disso, nós começamos a vivenciar saudade pelos prazeres adiados - como não ter feito aquela viagem de volta ao mundo antes, ou estar constantemente de dieta e não comer sobremesa.

"A curto prazo, o arrependimento pelo vício é maior que pela moral, mas a longo prazo a virtude causa mais arrependimentos", dizem os autores.


Fonte: Estadão

19 junho 2006

Divagacões kakausianas

Qual é o valor da sua vida? Quanto custa a sua existência, a sua paz, a sua leveza espiritual? Quantas säo as vezes que a gente vive mesmo? O que é importante, essencial e inadiável se fazer na vida? O que dá prazer, o que gera culpa, o que emociona, o que desvenda? Quais são as nossas necessidades diárias? Viver é uma tormenta, uma dádiva, uma inquietacão!

É difícil escolher o certo, é difícil consertar o errado, é impossível alcancar o perfeito!
Lembrei daquele fragmento de Beatriz, do Milton Nascimento, “…diz quantos desastres tem na minha mão, diz se é perigoso a gente ser feliz”. É, é impossível passar pela vida sem gerar descontentamentos e desastres nas mãos…e é certamente perigosíssimo ser feliz!

E por falar em música, estou com várias na cabeca!!! Aí embaixo, alguns fragmentos do que preciso colocar na vitrola:

...paixão cruel, desenfreada, te trago mil rosas roubadas…Cazuza.
...e passar a noite moendo cana, cacando lua, clarear de vez, lumiar…Beto Guedes.
...ne me quittes pas il faut oublier …com a Nina Simone.
...ando devagar porque já tive pressa, levo esse sorriso porque já chorei demais…com o Almir Sater.
...tá difícil ser eu, sem reclamar de tudo…Gal Gosta.
...Sunrise, sunrise, looks like morning in your eyes…Norah Jones.


Ah, queria umas dicas de sites de rádios legais, vocês têm?

22 maio 2006

Foto: Sony pictures

Pois é...gostei bastante do Código de Da Vinci, apesar de algumas "viagens e elocubracões" tipicamente hollywodianas!!! Preciso ler o livro do Dan Brown!!!

17 maio 2006

Eu - apenas!


São 22.18, acabei de chegar do trabalho! Tive um dia longo – comecei às 9h00 e terminei às 21h00, mas sabe que tudo bem? Tô com dor nas costas, cansada prá caramba, mas me sentindo feliz! Sei lá…mil pensamentos na cabeca, vontade de escrever e partilhar um pouquinho das minhas divagacões!

Tava pensando que personalidade, dizem alguns, é algo que nasce com a gente. Totalmente formada até os 7 anos de idade, dizem outros, e sem uma personalidade marcante não somos ninguém, dizem alguns.

Quando a gente mora perto da família, dos amigos, de pessoas que te viram crescer, te conhecem há um certo tempo, é normal que eles saibam um pouco ou muito sobre quem você é, sua história de vida, conquistas e fracassos.
Mas quando você muda de país…quem é você? Quem é você para os outros, para o mundo de desconhecidos que te rodeia? É importante ser "alguém" para os outros ou só prá você mesmo?

Para as mulheres que se mudam de país por amor…seriam elas simplesmente sombras de seus maridos, parceiros, nesse comeco de vida nova? Como somos vistas pelos outros? O sentimento de ter que ser ”Claudia, brasileira e esposa do Jonas”, nunca me transmitiu muito conforto. Queria a minha vida, a minha existência, àquela que sempre tive no Brasil.
Queria ser apenas Claudia, ou Claudia, jornalista, impávida, intensa, crente em dias melhores…sei lá!Mas não queria ser definida apenas como um nome, uma nacionalidade e um estado civil!
Sinto que cheguei num nível de mais conforto agora! Agora eu sou quem eu tinha saudades de ser desde o dia em que decide morar na Suécia.

Queria provar prá mim mesma que era possível ser a mesma Cláudia workaholic, cheia de idéias, paradoxos, impaciências.
Eu preciso de mim, eu preciso ser eu mesma sempre, independente do lugar do mundo aonde eu more ou me instale. Eu gosto de ter o meu espaco, de criar, de esculpir, de idealizar, de opinar, de discutir!

O dom de me sentir útil, necessária prá mim mesma e para outras pessoas é algo que me aquieta a alma. Gosto do gosto de poder inspirar, impregnar, amparar!
Ao chegarem no final desse texto, quero que tenham em mente que os meus pensamentos podem estar um pouco inconcretos, lunáticos, embaracados – em razão do meu longuíssimo e cansativo dia -. Mas ao mesmo tempo, esses pensamentos estão totalmente abertos, convidativos, penetrantes e com vontade de acordar os seus pensamentos e emocões!
Boa noite!

Foto: Eu e tudo que me permito mostrar a uma hora dessas!