Passei alguns dias de férias na Hungria, na belíssima cidade de Budapeste! Aqui estão algumas das fotos que tiramos...prometo escrever um post sobre a viagem!;-)
Fotos: J. & C. Ekström
13 julho 2006
02 julho 2006
Brasil + futebol = decepcão!
28 junho 2006
Falta de diversão vira sentimento de culpa com a idade
Gente, vejam que matéria interessante...prá refletir!!!
Pesquisadores descobriram que, ao longo do tempo, tendemos a nos arrepender mais daquilo que não fizemos
WASHINGTON - Quanto mais velhos ficamos, mais nos arrependemos de não nos divertirmos, diz um novo estudo na edição de setembro da Journal of Consumer Research. Pesquisadores da Universidade Columbia mostraram que escolher o trabalho ao invés da diversão leva ao arrependimento de ter perdido os prazeres da vida. Com o tempo, esses arrependimentos se intensificam, enquanto que a culpa por ceder às tentações tende a desaparecer.
"Enquanto render-se aos desejos pode certamente ser prejudicial, este artigo argumenta que o excesso de controle e de hipermetropia também pode ter conseqüências negativas a longo prazo", de acordo com os autores do trabalho, Ran Kivetz e Anat Keinan.
Com a crise da meia-idade, a tendência é vivenciar um arrependimento especialmente forte se o prazer é constantemente deixado para depois. De acordo com o estudo - um dos primeiros a comparar o arrependimento de se deixar levar com o arrependimento do autocontrole - a melhor perspectiva temporal trazida pela idade nos ajuda a esquecer a culpa por, digamos, transgressões em uma viagem durante a universidade. Ao invés disso, nós começamos a vivenciar saudade pelos prazeres adiados - como não ter feito aquela viagem de volta ao mundo antes, ou estar constantemente de dieta e não comer sobremesa.
"A curto prazo, o arrependimento pelo vício é maior que pela moral, mas a longo prazo a virtude causa mais arrependimentos", dizem os autores.
Fonte: Estadão
Pesquisadores descobriram que, ao longo do tempo, tendemos a nos arrepender mais daquilo que não fizemos
WASHINGTON - Quanto mais velhos ficamos, mais nos arrependemos de não nos divertirmos, diz um novo estudo na edição de setembro da Journal of Consumer Research. Pesquisadores da Universidade Columbia mostraram que escolher o trabalho ao invés da diversão leva ao arrependimento de ter perdido os prazeres da vida. Com o tempo, esses arrependimentos se intensificam, enquanto que a culpa por ceder às tentações tende a desaparecer.
"Enquanto render-se aos desejos pode certamente ser prejudicial, este artigo argumenta que o excesso de controle e de hipermetropia também pode ter conseqüências negativas a longo prazo", de acordo com os autores do trabalho, Ran Kivetz e Anat Keinan.
Com a crise da meia-idade, a tendência é vivenciar um arrependimento especialmente forte se o prazer é constantemente deixado para depois. De acordo com o estudo - um dos primeiros a comparar o arrependimento de se deixar levar com o arrependimento do autocontrole - a melhor perspectiva temporal trazida pela idade nos ajuda a esquecer a culpa por, digamos, transgressões em uma viagem durante a universidade. Ao invés disso, nós começamos a vivenciar saudade pelos prazeres adiados - como não ter feito aquela viagem de volta ao mundo antes, ou estar constantemente de dieta e não comer sobremesa.
"A curto prazo, o arrependimento pelo vício é maior que pela moral, mas a longo prazo a virtude causa mais arrependimentos", dizem os autores.
Fonte: Estadão
19 junho 2006
Divagacões kakausianas
Qual é o valor da sua vida? Quanto custa a sua existência, a sua paz, a sua leveza espiritual? Quantas säo as vezes que a gente vive mesmo? O que é importante, essencial e inadiável se fazer na vida? O que dá prazer, o que gera culpa, o que emociona, o que desvenda? Quais são as nossas necessidades diárias? Viver é uma tormenta, uma dádiva, uma inquietacão!
É difícil escolher o certo, é difícil consertar o errado, é impossível alcancar o perfeito!
Lembrei daquele fragmento de Beatriz, do Milton Nascimento, “…diz quantos desastres tem na minha mão, diz se é perigoso a gente ser feliz”. É, é impossível passar pela vida sem gerar descontentamentos e desastres nas mãos…e é certamente perigosíssimo ser feliz!
E por falar em música, estou com várias na cabeca!!! Aí embaixo, alguns fragmentos do que preciso colocar na vitrola:
...paixão cruel, desenfreada, te trago mil rosas roubadas…Cazuza.
...e passar a noite moendo cana, cacando lua, clarear de vez, lumiar…Beto Guedes.
...ne me quittes pas il faut oublier …com a Nina Simone.
...ando devagar porque já tive pressa, levo esse sorriso porque já chorei demais…com o Almir Sater.
...tá difícil ser eu, sem reclamar de tudo…Gal Gosta.
...Sunrise, sunrise, looks like morning in your eyes…Norah Jones.
Ah, queria umas dicas de sites de rádios legais, vocês têm?
É difícil escolher o certo, é difícil consertar o errado, é impossível alcancar o perfeito!
Lembrei daquele fragmento de Beatriz, do Milton Nascimento, “…diz quantos desastres tem na minha mão, diz se é perigoso a gente ser feliz”. É, é impossível passar pela vida sem gerar descontentamentos e desastres nas mãos…e é certamente perigosíssimo ser feliz!
E por falar em música, estou com várias na cabeca!!! Aí embaixo, alguns fragmentos do que preciso colocar na vitrola:
...paixão cruel, desenfreada, te trago mil rosas roubadas…Cazuza.
...e passar a noite moendo cana, cacando lua, clarear de vez, lumiar…Beto Guedes.
...ne me quittes pas il faut oublier …com a Nina Simone.
...ando devagar porque já tive pressa, levo esse sorriso porque já chorei demais…com o Almir Sater.
...tá difícil ser eu, sem reclamar de tudo…Gal Gosta.
...Sunrise, sunrise, looks like morning in your eyes…Norah Jones.
Ah, queria umas dicas de sites de rádios legais, vocês têm?
22 maio 2006
17 maio 2006
Eu - apenas!

São 22.18, acabei de chegar do trabalho! Tive um dia longo – comecei às 9h00 e terminei às 21h00, mas sabe que tudo bem? Tô com dor nas costas, cansada prá caramba, mas me sentindo feliz! Sei lá…mil pensamentos na cabeca, vontade de escrever e partilhar um pouquinho das minhas divagacões!
Tava pensando que personalidade, dizem alguns, é algo que nasce com a gente. Totalmente formada até os 7 anos de idade, dizem outros, e sem uma personalidade marcante não somos ninguém, dizem alguns.
Quando a gente mora perto da família, dos amigos, de pessoas que te viram crescer, te conhecem há um certo tempo, é normal que eles saibam um pouco ou muito sobre quem você é, sua história de vida, conquistas e fracassos.
Mas quando você muda de país…quem é você? Quem é você para os outros, para o mundo de desconhecidos que te rodeia? É importante ser "alguém" para os outros ou só prá você mesmo?
Para as mulheres que se mudam de país por amor…seriam elas simplesmente sombras de seus maridos, parceiros, nesse comeco de vida nova? Como somos vistas pelos outros? O sentimento de ter que ser ”Claudia, brasileira e esposa do Jonas”, nunca me transmitiu muito conforto. Queria a minha vida, a minha existência, àquela que sempre tive no Brasil.
Queria ser apenas Claudia, ou Claudia, jornalista, impávida, intensa, crente em dias melhores…sei lá!Mas não queria ser definida apenas como um nome, uma nacionalidade e um estado civil!
Sinto que cheguei num nível de mais conforto agora! Agora eu sou quem eu tinha saudades de ser desde o dia em que decide morar na Suécia.
Queria provar prá mim mesma que era possível ser a mesma Cláudia workaholic, cheia de idéias, paradoxos, impaciências.
Eu preciso de mim, eu preciso ser eu mesma sempre, independente do lugar do mundo aonde eu more ou me instale. Eu gosto de ter o meu espaco, de criar, de esculpir, de idealizar, de opinar, de discutir!
O dom de me sentir útil, necessária prá mim mesma e para outras pessoas é algo que me aquieta a alma. Gosto do gosto de poder inspirar, impregnar, amparar!
Ao chegarem no final desse texto, quero que tenham em mente que os meus pensamentos podem estar um pouco inconcretos, lunáticos, embaracados – em razão do meu longuíssimo e cansativo dia -. Mas ao mesmo tempo, esses pensamentos estão totalmente abertos, convidativos, penetrantes e com vontade de acordar os seus pensamentos e emocões!
Boa noite!
Foto: Eu e tudo que me permito mostrar a uma hora dessas!
01 maio 2006
Formigas na cabeça

Pois é…tava refletindo sobre o post anterior e o que li nos comments e acho que talvez seja uma questão de tempo se acostumar com os termos! Não gosto do termo “novo sueco” porque não tenho a necessidade de me sentir sueca. Isso não tem nada a ver com cidadania sueca, passaporte e outras burocracias!
O termo parece uma tentativa forcada, e ao mesmo tempo válida, de inserir o estrangeiro na sociedade sueca, fazer com que os estrangeiros se sintam um pouco suecos. Talvez eu me perturbe com o termo pelo fato de não me acoplar a ele, de não achar necessário me ver como “nova sueca” para me sentir parte da sociedade sueca.
Acho normal que os filhos de estrangeiros, que vieram para cá pequenos, sejam chamados de novos suecos. Afinal a Suécia tornou-se a pátria deles desde cedo.
Mas quando alguém se refere à mim como “nova sueca”, acho meio ridículo! Eu sou brasileira e pronto…
Tenho certeza de que não há qualquer pensamentos negativo ou preconceituoso com relacão a esse termo. O fato é que eu me sinto mais confortável ao ser chamada de estrangeira!
Mas ao mesmo tempo, se eu viajar nas histórias do meu escritor greco-sueco favorito, Theodor Kallifatides, sou levada a pensar da seguinte forma: quantos anos é necessário para um estrangeiro deixar de ser estrangeiro? A gente mede isso em anos ou em sentimento? Talvez um estrangeiro que tenha morado à vida inteira na Suécia se sinta mais sueco do que um sueco nascido nessa terra. O que dizer? Com o apoio de uma expressão sueca, diria que Kallifatides coloca "formigas na miha cabeca", me ativa os pensamentos! E eu adoro isso!
* este post estava mais longo, mas deu um piripaque qualquer na máquina e perdi uma parte…vou continuar a discutir o assunto em breve!
Foto: Theodor Kallifatides
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