Os hábitos e costumes dos outros nem sempre são fáceis de aceitar e digerir. Principalmente se eles têm a ver com aspectos culturais. A gente aprende muito observando o comportamenteo dos outros. Se é assim quando estamos entre brasileiros, imaginem quando somos minoria e temos que aceitar os traços culturais de um povo totalmente diferente. É um outro mundo, minha gente! Ás vezes fascinante, às vezes cheio de estranhezas!
Gosto muito das diferenças mas, ultimamente, tenho preferido as semelhanças. Tenho achado mais legal descobrir pessoas, atitudes e coisas que me fazem lembrar da parte boa da cultura brasileira do que propriamente assimiliar a cultura sueca. É claro que é legal incorporar traços positivos e iniciativas de sucesso.
Sou sempre muito observadora, gosto de analisar comportamentos, pensar no por quê das coisas. Quando moramos longe da nossa terra, parece que leva um tempo para começar a entender, aceitar e incorporar hábitos e costumes diferentes.
Por exemplo, os suecos sempre que estão em casa ou visitam alguém, tiram os sapatos logo na entrada da casa. Sendo assim, é sempre bom caprichar nas meias, pois elas ficaram expostas durante todo o tempo que a visita durar. Confesso que às vezes acho meio desconfortável deixar os sapatos na entrada e ter que andar de meias quando o chão da casa está frio ou estou de sandálias. Mas ao mesmo tempo é um sinal de respeito e higiene. Falando nisso, outro fato curioso é que o pessoal aqui adora usar meia com sandália. Bonito ou não, gosto não se discute, né?
Ainda falando sobre “visitas”, quando a gente visita alguém, é de praxe levar flores! Quando alguém faz alguma festa é também uma “regra” levar a sua própria bebida alcoólica. Álcool aqui na Suécia custa uma nota e só é vendido no systembolaget, loja de bebidas em que é obrigatório ser maior de 20 anos para poder comprar. Caso o funcionário que fica no caixa desconfiar que a pessoa tem menos que 20 anos, ele pedirá a carteira de identidade da pessoa para confirmar a idade. Cá entre nós, já me pediram a identidade duas vezes! Pensam que eu reclamei? Que nada, achei o máximo ser confundida com uma adolescente...no auge dos meus 28! Se não me engano, é necessário se maior de 20 para frequentar os nigth clubs também.
O hábito de fumar em lugares públicos, muitas vezes é substituído pelo hábito de “snusar” ( acabei de criar o verbo), quero dizer, usar snuss, uma pasta de nicotina que a pessoa coloca embaixo do lábio superior. Esse tal de snuss, segundo a sabedoria sueca, só existe por aqui e na Noruega. Quem usa diz que a sensação experimentada é de relaxamento e aumento da auto-confiança. Alguns estudos relatam que o snus pode causar problemas na gengiva, aumento da pressão arterial, dependência e aumento do risco de diabetes. Além de provocar o efeito “sorriso amarelo”. Os dinamarqueses tem uma piadinha que os suecos detestam...eles dizem que para se reconhecer um sueco é fácil: se tiver olhos azuis e dentes amarelos, é sueco! Bom, não vou entrar nessa discussão :-)
O hábito que temos de cumprimentar as pessoas dando um beijo no rosto também não é muito comum por essas bandas. Só alguns adolescentes costumam se cumprimentar dessa forma.
Enfim, a vida é feita de diferenças, mistérios, invenções, situações que a gente gosta e desgosta. O importante, sob o meu ponto de vista, é achar o seu lugar nesse mundo. No Brasil, na Suécia ou na China, o importante é ser feliz!
23 setembro 2004
14 setembro 2004
Dúvidas, decisões, relógio interior
Será que a vida de quem não pensa demais na vida é mais fácil? Talvez o grande segredo de tudo é viver a vida de forma leve e despreocupada, aproveitando bastante os dias, aceitando tudo de forma natural e sem grandes preocupacões.
Às vezes acho que eu sou uma pessoa bastante preocupada com tudo, parece que quero “salvar” o mundo ou pelo menos, a minha própria vida. Quero ter tempo de fazer tudo, de conhecer muitos países, de me tornar sempre um ser humano melhor e mais comprensivo, de ajudar o próximo, de ter filhos e vê-los crescer, de ver a satisfacão da minha mãe em poder dizer que já é avó, de um dia poder morar com o Jonas no Brasil, mil coisas!
Será que a gente se pressiona demais ou é a vida que nos empurra? Na verdade acho que com o passar dos anos, ao invés de irmos relaxando e tentando aceitar melhor os acontecimentos da vida, vamos nos pressionando ainda mais e querendo fazer e vivenciar tudo o mais rápido possível.
Ultimamente o meu instinto materno tem batido à porta...pois é, já estou com 28 anos e ainda não tive filhos. Mas ao mesmo tempo, sinto que para ter filhos é necessário lutar por uma estabilidade financeira maior e me sentir mais inserida na sociedade sueca, ou seja, arranjar um emprego, agora que a barreira do idioma já foi quebrada.
Mas ao mesmo tempo, olho para trá e percebo que o trabalho foi o meu ópio a vida inteira, sempre fui workaholik. Sempre coloquei o trabalho na frente de tudo, até porque sempre tive muito amor à minha profissão. É claro que uma coisa não exclui a outra. Acho perfeitamente possível trabalhar fora e ao mesmo tempo construir uma família.
Na verdade, com todas essas mudanças que aconteceram na minha vida nos últimos tempos, não tive muito tempo para pensar em filhos. Mas, na verdade, qual é a hora certa de ter filhos? A gente sempre planeja demais, quer juntar dinheiro, achar a “pessoa certa” prá nossa vida, investir em bens materiais, ter um bom trabalho, emfim. Acho que pela primeira vez na vida, estou me sentindo mais preparada para pensar no assunto maternidade!
Deve ser uma sensação indescritível a de olhar para a carinha de um bebê que a gente sabe que é nosso, né?
A gente costuma comprar roupinhas, brinquedos, olhar preços de artigos infantis, mas eu sempre acho que ainda não é a tal da “hora certa”. Bom, espero poder amadurecer ainda mais essa idéia e criar coragem de me tornar mãe!
Às vezes acho que eu sou uma pessoa bastante preocupada com tudo, parece que quero “salvar” o mundo ou pelo menos, a minha própria vida. Quero ter tempo de fazer tudo, de conhecer muitos países, de me tornar sempre um ser humano melhor e mais comprensivo, de ajudar o próximo, de ter filhos e vê-los crescer, de ver a satisfacão da minha mãe em poder dizer que já é avó, de um dia poder morar com o Jonas no Brasil, mil coisas!
Será que a gente se pressiona demais ou é a vida que nos empurra? Na verdade acho que com o passar dos anos, ao invés de irmos relaxando e tentando aceitar melhor os acontecimentos da vida, vamos nos pressionando ainda mais e querendo fazer e vivenciar tudo o mais rápido possível.
Ultimamente o meu instinto materno tem batido à porta...pois é, já estou com 28 anos e ainda não tive filhos. Mas ao mesmo tempo, sinto que para ter filhos é necessário lutar por uma estabilidade financeira maior e me sentir mais inserida na sociedade sueca, ou seja, arranjar um emprego, agora que a barreira do idioma já foi quebrada.
Mas ao mesmo tempo, olho para trá e percebo que o trabalho foi o meu ópio a vida inteira, sempre fui workaholik. Sempre coloquei o trabalho na frente de tudo, até porque sempre tive muito amor à minha profissão. É claro que uma coisa não exclui a outra. Acho perfeitamente possível trabalhar fora e ao mesmo tempo construir uma família.
Na verdade, com todas essas mudanças que aconteceram na minha vida nos últimos tempos, não tive muito tempo para pensar em filhos. Mas, na verdade, qual é a hora certa de ter filhos? A gente sempre planeja demais, quer juntar dinheiro, achar a “pessoa certa” prá nossa vida, investir em bens materiais, ter um bom trabalho, emfim. Acho que pela primeira vez na vida, estou me sentindo mais preparada para pensar no assunto maternidade!
Deve ser uma sensação indescritível a de olhar para a carinha de um bebê que a gente sabe que é nosso, né?
A gente costuma comprar roupinhas, brinquedos, olhar preços de artigos infantis, mas eu sempre acho que ainda não é a tal da “hora certa”. Bom, espero poder amadurecer ainda mais essa idéia e criar coragem de me tornar mãe!
12 setembro 2004
Filosofando em sueco...
Outro dia me deparei com uma situacão meio estranha: fiquei, literalmente, num mato sem cachorro. Bom, vou explicar melhor...fui chamada para fazer um curso em que o assunto principal é " Mercado de trabalho".
Na verdade o curso oferece a possibilidade de entrar em contato com empresas suecas que nos visitam e precisam de empregados em determidas áreas e/ou, nós, alunos, ficamos responsáveis por encontrar empresas interessantes e que tenham a ver com o nosso perfil profissional e contatá-las.
O curso é bem interessante, já tive palestras sobre a União Européia; Leis Trabalhista; Comunicacão Cultural; Como lidar com conflitos no trabalho, emfim. Na semana passada tivemos uma palestra sobre Técnicas de apresentacão. Foi super interessante e foi a primeira vez que tive que falar em sueco para uma platéia de mais ou menos 20 pessoas. Até agora não sei como consegui, as minhas mãos estavam geladas e as minhas pernas tremiam!
Todas as pessoas do curso teriam que fazer uma apresentacão, contando um fato curioso ocorrido na infância e depois algo que nos fazia sentir orgulho de nós mesmos. Algumas pessoas, de tão travadas que ficaram, decidiram não se apresentar. Após cada apresentacão, a palestrante fazia uma análise sobre pontos positivos e negativos de cada um. Foi bem legal, apesar do nervosismo. Se já fico nervosa quando tenho que falar em português para muita gente, imaginem em sueco...valeu a experiência!
Na verdade o curso oferece a possibilidade de entrar em contato com empresas suecas que nos visitam e precisam de empregados em determidas áreas e/ou, nós, alunos, ficamos responsáveis por encontrar empresas interessantes e que tenham a ver com o nosso perfil profissional e contatá-las.
O curso é bem interessante, já tive palestras sobre a União Européia; Leis Trabalhista; Comunicacão Cultural; Como lidar com conflitos no trabalho, emfim. Na semana passada tivemos uma palestra sobre Técnicas de apresentacão. Foi super interessante e foi a primeira vez que tive que falar em sueco para uma platéia de mais ou menos 20 pessoas. Até agora não sei como consegui, as minhas mãos estavam geladas e as minhas pernas tremiam!
Todas as pessoas do curso teriam que fazer uma apresentacão, contando um fato curioso ocorrido na infância e depois algo que nos fazia sentir orgulho de nós mesmos. Algumas pessoas, de tão travadas que ficaram, decidiram não se apresentar. Após cada apresentacão, a palestrante fazia uma análise sobre pontos positivos e negativos de cada um. Foi bem legal, apesar do nervosismo. Se já fico nervosa quando tenho que falar em português para muita gente, imaginem em sueco...valeu a experiência!
30 agosto 2004
Visto e outras burocracias: informe-se
Gente parece que o outono já quer mostrar a sua frieza aqui por essas bandas! Infelizmente o verão parece estar se despedindo para dar lugar aos dias cinzentos e noitas frias de outono. Fazer o que, né? Vou tentar ser positiva e ver algumas vantagens dessa nova estacão: as pessoas ficarão mais elegantes, os cinemas vão abrir a temporada de bons filmes e os cafés serão os lugares mais legais para se aquecer e bater-papo com os amigos!
Na verdade, gostaria de escrever um pouco sobre como funciona o processo de entrada do visto no consulado sueco em São Paulo e a chegada do estrangeiro aqui, no caso o brasileiro, e a matrícula nos cursos de sueco. Resolvi escrever sobre isso para satisfazer às dúvidas de algumas brasileiras que têm namorados suecos e talvez estejam pensando em, futuramente, morar aqui na Suécia e precisam de informacão.
Na verdade, o primeiro passo é procurar o consulado sueco e marcar uma hora para entrevista com o cônsul. Nesta entrevista serão feitas perguntas sobre o relacionamento do casal: há quanto tempo estão juntos, onde se conheceram, enfim, mil coisas. Depois dessa entrevista, o consulado "analisa" o caso, entra em contato com o departamento de imigracão daqui e requisita uma entrevista com a outra parte interessada. O tempo de andamento do processo varia muito. No meu caso levou mais ou menos uns cinco meses. Eles dizem que fica entre dois e nove meses.
Quando finalmente o visto ( ele tem validade de 1 ano) sai e a pessoa embarca para a Suécia, tem o direito de estudar e trabalhar no país. Ou seja, já pode se matricular no SFI( Svenska för Invandrare), curso de sueco.
Quando esse primeiro visto estiver próximo do vencimento é necessário comparecer ao departamento de imigracão da cidade e solicitar um outro, cujo processo é menos demorado.
Há cursos de sueco que são pagos, mas a maioria das pessoas frequenta o SFI, que é grátis e muito eficiente. Depois que a gente já se comunica bem no idioma, tem a possibilidade de fazer uma prova final e , se obtiver bom resultado, iniciar um curso na SAS( Svenska som Andra Språk), um curso de sueco mais avancado!
Depois disso vem o Sueco A e B, cursos que tem a funcão de complementar e solidificar o aprendizado do idioma. Aliás, quando o assunto é educacão, a Suécia é o lugar certo.
Depois que a gente se sente mais segura no idioma, tem a possibilidade de fazer vários outros cursos legais e gratuitos.
O contato com outros estrangeiros nos cursos de sueco é bastante interessante. A gente ganha muita experiência, exercita o respeito às diferêncas e enriquece a bagagem cultural. Quando já existe uma fluência no idioma é legal tentar algum outro curso, que ofereca possibilidades de convivência com os suecos e sua cultura. A comunicacão é o aspecto mais importante desse aprendizado, mas é bom lembrar que os hábitos, a cultura, o jeito de ser e ver o mundo, a gente só aprende quando comeca a conviver com eles! Boa sorte!
Na verdade, gostaria de escrever um pouco sobre como funciona o processo de entrada do visto no consulado sueco em São Paulo e a chegada do estrangeiro aqui, no caso o brasileiro, e a matrícula nos cursos de sueco. Resolvi escrever sobre isso para satisfazer às dúvidas de algumas brasileiras que têm namorados suecos e talvez estejam pensando em, futuramente, morar aqui na Suécia e precisam de informacão.
Na verdade, o primeiro passo é procurar o consulado sueco e marcar uma hora para entrevista com o cônsul. Nesta entrevista serão feitas perguntas sobre o relacionamento do casal: há quanto tempo estão juntos, onde se conheceram, enfim, mil coisas. Depois dessa entrevista, o consulado "analisa" o caso, entra em contato com o departamento de imigracão daqui e requisita uma entrevista com a outra parte interessada. O tempo de andamento do processo varia muito. No meu caso levou mais ou menos uns cinco meses. Eles dizem que fica entre dois e nove meses.
Quando finalmente o visto ( ele tem validade de 1 ano) sai e a pessoa embarca para a Suécia, tem o direito de estudar e trabalhar no país. Ou seja, já pode se matricular no SFI( Svenska för Invandrare), curso de sueco.
Quando esse primeiro visto estiver próximo do vencimento é necessário comparecer ao departamento de imigracão da cidade e solicitar um outro, cujo processo é menos demorado.
Há cursos de sueco que são pagos, mas a maioria das pessoas frequenta o SFI, que é grátis e muito eficiente. Depois que a gente já se comunica bem no idioma, tem a possibilidade de fazer uma prova final e , se obtiver bom resultado, iniciar um curso na SAS( Svenska som Andra Språk), um curso de sueco mais avancado!
Depois disso vem o Sueco A e B, cursos que tem a funcão de complementar e solidificar o aprendizado do idioma. Aliás, quando o assunto é educacão, a Suécia é o lugar certo.
Depois que a gente se sente mais segura no idioma, tem a possibilidade de fazer vários outros cursos legais e gratuitos.
O contato com outros estrangeiros nos cursos de sueco é bastante interessante. A gente ganha muita experiência, exercita o respeito às diferêncas e enriquece a bagagem cultural. Quando já existe uma fluência no idioma é legal tentar algum outro curso, que ofereca possibilidades de convivência com os suecos e sua cultura. A comunicacão é o aspecto mais importante desse aprendizado, mas é bom lembrar que os hábitos, a cultura, o jeito de ser e ver o mundo, a gente só aprende quando comeca a conviver com eles! Boa sorte!
23 agosto 2004
Vägen tillbaka
Depois de mais de um mês sem atualizá-los sobre as novidades do meu "mundo sueco", voltei com pique total. Como deixei registrado, estava de férias lá na "terrinha brazilis". Para dizer a verdade, foi umas das iniciativas mais acertadas que tomei nos últimos meses. Foi maravilhoso poder rever a família, os amigos, a minha cachorrinha Sabina e repor as energias falando muito português, comendo comida brasileira, vendo besteiras na TV, enfim, sinto-me com o ânimo renovado e muito mais disposta para dar início às minhas batalhas diárias.
Essa temporada no Brasil me deixou mais confiante. Essa vida dividida entre Brasil e Suécia que eu resolvi viver, às vezes, me corta o coracão. Voltei para a Suécia com vontade de ficar mais um pouquinho no Brasil. Bom, mas já estava na hora de voltar para os bracos do meu amor...estava morrendo de saudades!
Além de ter visto os amigos e a família, pude ouvir a minha língua 24 horas por dia. Nossa, nunca pensei que fosse ser tão confortável quanto foi. Foi tão bom chegar no aeroporto e ouvir aquele burburinho em português!
Depois de oito meses morando direto aqui por essas bandas, senti que quando cheguei ao Brasil, me senti um pouco estrangeira, meio deslocada de algumas discussões familiares, sem saber se os programas de TV que eu costumava assitir ainda estavam no ar. Foi um sentimento meio estranho, o de se sentir estrangeira na minha própria terra.
Teve um dia que eu estava voltado do Parque do Ibirapuera ( quem é de Sampa conhece) e uma mulher me perguntou aonde ficava uma rua que eu, como paulistana que sou, sabia o endereco. O que acontece é que deu um "branco" e eu não me lembrava a direcão da rua e acabei indicando a direcão errada, pode?!
Falando em enderecos, adorei rever os lugares que costumo frequentar em Sampa e comer um monte de comidinhas ótimas que eu estava morrendo de vontade. Lembro-me que na semana em que cheguei, entrei num supermercado perto da casa da minha mãe e saí carregada de vidros de palmito, sucos de goiaba, broinhas de milho....nossa, é melhor deixar prá lá, já estou ficando com água na boca!
Bom, vou tentar atuálizá-los aos poucos. Espero receber posts sobre como vocês curtiram essas férias de verão. Estou curiosa!
Essa temporada no Brasil me deixou mais confiante. Essa vida dividida entre Brasil e Suécia que eu resolvi viver, às vezes, me corta o coracão. Voltei para a Suécia com vontade de ficar mais um pouquinho no Brasil. Bom, mas já estava na hora de voltar para os bracos do meu amor...estava morrendo de saudades!
Além de ter visto os amigos e a família, pude ouvir a minha língua 24 horas por dia. Nossa, nunca pensei que fosse ser tão confortável quanto foi. Foi tão bom chegar no aeroporto e ouvir aquele burburinho em português!
Depois de oito meses morando direto aqui por essas bandas, senti que quando cheguei ao Brasil, me senti um pouco estrangeira, meio deslocada de algumas discussões familiares, sem saber se os programas de TV que eu costumava assitir ainda estavam no ar. Foi um sentimento meio estranho, o de se sentir estrangeira na minha própria terra.
Teve um dia que eu estava voltado do Parque do Ibirapuera ( quem é de Sampa conhece) e uma mulher me perguntou aonde ficava uma rua que eu, como paulistana que sou, sabia o endereco. O que acontece é que deu um "branco" e eu não me lembrava a direcão da rua e acabei indicando a direcão errada, pode?!
Falando em enderecos, adorei rever os lugares que costumo frequentar em Sampa e comer um monte de comidinhas ótimas que eu estava morrendo de vontade. Lembro-me que na semana em que cheguei, entrei num supermercado perto da casa da minha mãe e saí carregada de vidros de palmito, sucos de goiaba, broinhas de milho....nossa, é melhor deixar prá lá, já estou ficando com água na boca!
Bom, vou tentar atuálizá-los aos poucos. Espero receber posts sobre como vocês curtiram essas férias de verão. Estou curiosa!
18 julho 2004
Férias de verão
Oi, pessoal! Faz um tempo que não dou as caras por aqui. Pois é, estou de férias e sem tempo para escrever. Acabei de voltar do sul da Suécia e Dinamarca e já estou indo para o Brasil da terca!
Bom, assim que eu tiver mais tempo, escrevo mais um pouquinho...
Beijocas,
Bom, assim que eu tiver mais tempo, escrevo mais um pouquinho...
Beijocas,
24 junho 2004
Midsommarafton
Nesta sexta-feira comemora-se na Suécia o Midsommarafton, evento que marca a esperada chegada do verão. Como muitas pessoas sabem, principalmente os brasileiros que vivem aqui, a Suécia é um país cheio de tradiÇÕes. O Midsommar é um feriado para ser comemorado entre amigos, cantando músicas folclóricas e comendo especialidades da culinária sueca.
Este será o meu segundo Midsommar aqui na Suécia e vamos comemorá-lo com as mesmas pessoas do ano passado. Temos um casal de amigos que sempre organizam uma festa quando chega essa época do ano, convidam vários casais e comemoram da forma mais tradicional possível.
O evento tem início com um almoço e depois todos irão ajudar na construção de um Midsommarstång, um mastro feito de plantas, de mais ou menos três metros de altura, com duas argolas nas extremidades. Esse objeto simboliza a fertilidade desde os tempos dos vikings. Depois que o mastro é erguido, as pessoas cantam algumas músicas e dançam em torno dele, quem tiver “folkdräkter”, roupa típica do folclore sueco, essa é a hora de tirá-la do armário e usá-la na celebração.
Segundo a tradição, as mulheres que estivem solteiras e em busca de um amor, durante este dia, devem colher sete diferentes tipos de flores e colocar embaixo do travesseiro. Se tudo correr como os antigos deuses suecos diziam, elas irão sonhar com os seus futuros maridos.
É sem dúvidas um feriado romântico e que marca o início dos casamentos de verão. Sim, as pessoas costumam se casar no verão, afinal de contas casamento no inverno, além dos convidados congelarem na igreja, numa temperatura que costuma ultrapassar 20 graus negativos, o salto agulha das convidadas não resistiria a alguns centímetros de neve!
O Midsommar traz também algumas preocupaçÕes, já que alguns tendem a abusar do álcool tornando-se incovenientes. A melhor alternativa é aproveitar-se das iguarias, como peixe cru, batatas cozidas com manteiga, e de sobremesa, sorvete com morangos e chantily. De qualquer forma, espero que o tempo esteja bom na sexta-feira e que a Suécia comemore o seu Midsommarafton seguindo todos os rituais e tradiçÕes que acompanham o seu povo há pelo menos uma centena de anos.
Este será o meu segundo Midsommar aqui na Suécia e vamos comemorá-lo com as mesmas pessoas do ano passado. Temos um casal de amigos que sempre organizam uma festa quando chega essa época do ano, convidam vários casais e comemoram da forma mais tradicional possível.
O evento tem início com um almoço e depois todos irão ajudar na construção de um Midsommarstång, um mastro feito de plantas, de mais ou menos três metros de altura, com duas argolas nas extremidades. Esse objeto simboliza a fertilidade desde os tempos dos vikings. Depois que o mastro é erguido, as pessoas cantam algumas músicas e dançam em torno dele, quem tiver “folkdräkter”, roupa típica do folclore sueco, essa é a hora de tirá-la do armário e usá-la na celebração.
Segundo a tradição, as mulheres que estivem solteiras e em busca de um amor, durante este dia, devem colher sete diferentes tipos de flores e colocar embaixo do travesseiro. Se tudo correr como os antigos deuses suecos diziam, elas irão sonhar com os seus futuros maridos.
É sem dúvidas um feriado romântico e que marca o início dos casamentos de verão. Sim, as pessoas costumam se casar no verão, afinal de contas casamento no inverno, além dos convidados congelarem na igreja, numa temperatura que costuma ultrapassar 20 graus negativos, o salto agulha das convidadas não resistiria a alguns centímetros de neve!
O Midsommar traz também algumas preocupaçÕes, já que alguns tendem a abusar do álcool tornando-se incovenientes. A melhor alternativa é aproveitar-se das iguarias, como peixe cru, batatas cozidas com manteiga, e de sobremesa, sorvete com morangos e chantily. De qualquer forma, espero que o tempo esteja bom na sexta-feira e que a Suécia comemore o seu Midsommarafton seguindo todos os rituais e tradiçÕes que acompanham o seu povo há pelo menos uma centena de anos.
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