09 setembro 2005

Ouro Preto


Sonhei que estava em Ouro Preto, cidade mineira que adoro! Andava pelas ruas, olhava os monumentos centenários, as pessoas, comia no meu restaurante favorito. Tovama Sol deitada sobre as pedras do lado de fora da Igreja de São Francisco de Assis.

Não sei a razão, mas Ouro Preto é um dos lugares que eu mais me sinto em casa no mundo. Tenho uma relacão especial com essa cidade, uma sintonia boa. Talvez porque a maioria dos meus parentes sejam de Minas, porque eu adoro os cantores mineiros, o sotaque mineiro, a comida mineira. Minas é tudo de bom!

Falando em música, teve uma fase em que ouvia muito Beto Guedes, Milton Nascimento, 14 Bis, Flávio Venturini, Boca Livre, Lô Borges. Hoje acordei ouvindo Flávio Venturini, só prá poder solidificar ou prolongar a sensacão de calma que o sonho com Ouro Preto deixou na minha alma.

É muito estranho, mas sempre que sonho, estou no Brasil ou me sinto lá...são raros os sonhos em que eu sei que estou em algum outro lugar do mundo. Esse sonho em Ouro Preto foi bom, mas de uma forma geral, sempre que sonho com lugares brasileiros e quando acordo, percebo que estou na Suécia, tenho um estranho sentimento de impotência.

Sentimento de não estar aonde se quer e de não ter a possibilidade de se dirigir facilmente para aquele lugar do sonho. Muitas vezes quando sonhava com lugares que ficam em São Paulo, e estava em São Paulo, procurava ir a esses lugares e acabava descobrindo que o sonho era a expressão de uma saudade que eu sentia de estar nessse lugar. Era sempre uma experiência positiva!

07 setembro 2005

Oi, pessoal! Parece que deu piripaque de novo e está difícil fazer comentários,né? Vou tentar ver o que foi desta vez! GRGRGR!

31 agosto 2005

Quem faz a cara da Suécia?




Para queles que apreciam o contato com novas pessoas e a formacão de novas amizades em sociedades multiculturais, a Suécia é o lugar. É intressante ver os contrastes entre os diversos estrangeiros, a forma como cada um se comporta estando fora de suas terras. A preservacão ou negacão de suas tradicões quando vivem num outro país.

Para nós brasileiros, que viemos de um caldeirão multicultural, a Suécia consegue ser ainda mais envolvente, nesse aspecto. Na verdade, sabemos que tem gente do mundo inteiro no Brasil e que é impossível definir exatamente como é um brasileiro típico – aparência e comportamento -, justamente porque somos um grande mix de muitas culturas e povos.

Mas aqui na Suécia, é fácil ver quem é sueco e quem é estrangeiro, certo? Errado!
Se vc se sentar num banco de praca de grandes cidades suecas e decidir analisar e apontar quem é sueco e quem é estrangeiro, vai achar que a maior quantidade de estrangeiros na Suécia, vem de países como: Iraque, Irã, países africanos e outros países árabes.

Estatísticas de 2003 comprovam que a Noruega é o país cuja populacão mais imigrou para a Suécia, desde o ano 2000. Na sequência, estão: Iraque, Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha. Confesso que esses dados me surprenderam! Não sabia que havia tantos estrangeiros aqui, vindos de terras que geralmente são vistas como focos de imigracão, com excessão do Iraque.

Mas se a análise for feita considerando quais são os cinco países de origem mais comum da maioria dos estrangeiros que vivem aqui, os dados são: Finlândia, Sérbia, Iraque, Bósnia e Irã.

Na verdade, comecei esse post para discutir mais sobre comportamento. Num país de tanta diversidade cultural, às vezes, é difícil para os novos estrangeiros saberem de que forma se comportar em diversas situacões do cotidiano.O nosso comportamento, muitas vezes, precisa sofrer readaptacões.

É estranho ter que criar um manual de hábitos culturais para ser usado em cada situacão do dia-a-dia, quando se encontram pessoas de diferentes culturas, mas também tem o seu lado saudável e enriquecedor. A gente acaba aprendendo mais sobre o espaco e cultura do outro. De qualquer forma, respeito tolerância e paciência, continuam sendo as palavras chaves para se dar bem no cotidiano de qualquer terra.

27 agosto 2005

Palavras soltas...



Tracos de amor no corpo, artérias, chuva de idéias...
São apenas palavras soltas, na tentativa de alcancar o êxtase atavés da corrente de pensamentos que me invade agora.

Vontade de céu com nuvens prá deitar...vontade de provar felicidade nos lábios, vontade de rolar numa grama boa!

Vontade de fruta brasileira na boca, vontade de sentir mãos grandes nas minhas costas. Vontade de banho morno, de bebida quente queimando a língua, de fogo morto.

Corrente de pensamentos, inspiracão fora de hora…

25 agosto 2005

De volta aos estudos


Sei que ando meio desligada do meu Mundo Sueco, mas é porque ando meio sem tempo!!! Tenho visitado a blogosfera, lido posts interessantes, mas comentado pouco.

Meus estudos recomecaram e estou a mil por hora, tentando entrar de volta no ritmo e me organizar. Neste semestre continuo estudando sueco e além disso vou retomar espanhol, curso que comecei no Brasil e nunca tive tempo de terminar. Chega de só poder entender espanhol e responder em portunhol! Além disso comecei um curso que é uma mistura de estudos sociais, história e geografia sueca. Já tive duas aulas e achei bem interessante!

Bom, por enquanto é só! Volto em breve!

17 agosto 2005

Um pouco de natureza...


A Suécia é um país verde, cheio de florestas com pinheiros altos, inalcancáveis.
Para mim, que sou de São Paulo, o máximo que eu chegava perto da natureza era quando eu ia pedalar ou passear com a Sabina, minha cachorrinha, no Ibirapuera. Sou o que o Jonas costuma graciosamente definir como “mulher do asfalto”.

Mesmo diante das lindas florestas suecas, sempre fiquei meio receosa, pois tenho pavor de cobras e outros animais. Pavor que se intensificou ainda mais quando estávamos colhendo frutas num bosque e eu avistei umas framboesas lindas e apetitosas... me estiquei para pegar e o Jonas me impediu, dizendo que tinha acabado de ver um “sapo”, que era melhor agente pegar framboesas num outro lugar. Quando entramos no carro ele me disse que o “sapo”, era na verdade uma cobra, e que ele não queria me assustar e resolveu não falar nada. É, foi melhor!

Aqui perto de casa tem uma floresta linda aonde o Jonas costuma correr. Ontem decidi acompanhá-lo com minha bike, pois correr não é muito a minha praia, mas pedalar eu adoro! Foi muito bom! Voltamos cansadíssimos, mas satisfeitos. Já era por volta das 20h30 quando decidimos ir prá lá. Ainda estava super claro e tinha gente colhendo cogumelos.

Hoje fiz o mesmo roteiro e decidi fazer essas fotos de uns cogumelos que achei pelo caminho. Os suecos adoram cogumelos! Como sabemos, nem todos os tipos são comestíveis. Na verdade eu não sou muito fã de cogumelos, mas acho eles bem bonitinhos!


15 agosto 2005

Ritmos turcos


Música misteriosa, cheia de ritmos, música com alma. Muito derbak e baglama, instrumentos da música folclórica turca. Foi isso que ouvimos nessas duas semanas de Turquia. Numa noite em Istambul fomos a um show de dancas folclóricas que mostrava o que há de mais típico em dez regiões do país.

Na Suécia, já tinha visto na TV uma apresentacão dos Dervish, quando a Turquia foi sede do Eurovision, festival musical que elege todo ano a melhor música da Europa. Os Dervish são homens que dancam em círculo, com uma saia que forma um movimento muito bonito. Eles rodopiam sem parar ao som de uma música tipo sacra.

O show foi ótimo e deu para notar que as dancas folclóricas turcas têm predominância masculina. As dancas em que as mulheres participam, parecem querer mostrar a virilidade masculina e o ritual de cortejar a mulher. Com excessão da danca do ventre, aonde a femilnilidade da mulher vêm à tona e ela assume um papel central.


O povo turco adora música e festa! No tempo em que estivemos lá, percebi que um dos cantores mais badalados no momento é o turco Tarkan, tocado à exaustão nas rádios, bares, praias e hotéis!