16 fevereiro 2005

Dia dos namorados

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No dia 14 de fevereiro foi dia dos namorados por aqui. Assim como nos Estados Unidos, alguns países da Europa também tem o seu Valentine´s Day nessa data.
Na verdade, eu não somente comemoro o Dia dos namorados como também o meu aniversário de casamento! Isso mesmo, no ano passado Jonas e eu nos casamos no dia 14 de fevereiro.

Lembro-me que fez um dia gelado, porém lindo, com muita neve e céu azul. O tempo passa rápido, parece que foi ontem. Acho que essa sensacão do "parece que foi ontem" é super positiva, significa que quanto mais o tempo passa o sentimento se fortalece e se recicla. Afinal, o amor tem várias fases, né?

Dia dos namorados é todo dia, certo? Todo dia é dia de amor e de amar! Piegas, porém romântico ;-)

09 fevereiro 2005

Grandes decisões

As grandes decisões estão aí para serem tomadas, não é mesmo? Às vezes é penoso, machuca, incomoda, mas também pode aliviar.
Tomar grandes decisões é crescer, amadurecer e se responsabilizar por consequências.
É difícil ter que tomar decisões o tempo todo, mas é importante e necessário tomá-las.

Quando percebi que teria que deixar o meu país e morar na Suécia, me senti gelada, sem chão e, ao mesmo tempo, esperançosa, otimista. Afinal, sempre achei que mais vale a pena acreditar que vai dar certo e talvez quebrar a cara do que se arrepender a vida inteira de não ter tido coragem de tentar.

Eu tentei, estou aqui, não é fácil, mas não desisti de acreditar que tudo vale a pena. Às vezes tenho a sensação de que a minha coragem de encarar o mundo é perigosa, incontrolável, mas prefiro apostar que coragem demais é sempre melhor do que medo ou insegurança em demasia.

A influência das nossas decisões é, às vezes, para a vida inteira. Mudando para a Suécia, perdi a possibilidade de exercer a atividade que mais me dava prazer: atuar no jornalismo. Sempre soube que queria ser jornalista, desde criança. Tem certezas que a gente adquire, segura e carrega no coração. Sempre me vi nessa profissão, sempre fui feliz sendo jornalista.

Numa da férias que passei aqui consegui convencer a minha chefe, na ocasião, de que seria perfeitamente possível realizar as reportagens, escrever as matérias e enviar para a revista que eu trabalhava em São Paulo. Deu tudo certo, mas eles realmente precisavam de um repórter e assessor de imprensa que de dedicasse 100% ao trabalho e morasse na cidade. Naquela época, tomada por importantes decisões, resolvi que o melhor seria deixar o emprego e investir na minha vida afetiva, já que seria difícil me dedicar aos dois ao mesmo tempo.

Trabalhar como jornalista na Suécia, no começo, foi uma possibilidade que eu encarei como real. Mas não agora. Por conta de um curso que fiz, acabei fazendo contatos com jornalistas da mídia sueca, passei um dia no maior jornal aqui de Västerås, às vezes mando textos, em sueco, para um jornalista e recebo corrigidos e comentados, mas não acho possível me “instalar” na mídia sueca. Além de escrever num sueco perfeito, é necessário saber como tratar dos assuntos na sociedade sueca de maneira “ sueca”, quero dizer, é necessário conhecimento aprofundado nos diversos universos da sociedade sueca, anos de Suécia na bagagem. Quem sabe um dia!

Morar na Suécia me fez também abrir mão de estar perto da minha família, da minha cachorrinha Sabina, dos meus amigos, das pessoas e situacões que eu conheço e estou acostumada.
Muitas vezes tenho a sensação de que seria necessário participar de um curso intensivo sobre o “jeito sueco de ser”.


Mas voltando ao assunto “decisões”, quando a gente decidi mudar de cidade, de país, atingimos também outras vidas. É estranho pensar que não terei filhos brasileiros, mas suecos. É estranho pensar que a minha mãe não vai estar por aqui para ver a minha barriga crescer e crescer quando eu decidir engravidar, é estranho e às vezes, assustador, descobrir-me sem laços de sangue com nenhuma pessoa daqui.

Ao mesmo tempo que as grandes decisões mostram-se pesadas, é maravilhoso pensar que conseguimos tomá-las. Não seria possível viver de maneira intensa esse momento da minha vida, que me oferece também novas possibilidades e muito amor, se eu não tivésse aberto mão da minha confortável vida paulistana.

Decidir pelo “melhor” nem sempre é possível e claro, mas o exercício de decidir fortalece e impulsiona as nossas capacidades. Somos sempre capazes de grandes feitos através das decisões que tomamos!

14 janeiro 2005

A beleza de Fortaleza

No passado estivemos em Morro de São Paulo e Salvador, na Bahia, este ano foi a vez de conhecer Fortaleza!
Passamos uma semana na cidade e tivemos a oportunidade de conhecer muitas praias, pontos turísticos, provar da culinária cearense, enfim, foi uma estadia bastante agradável.

O nosso guia turístico, Denis, era uma verdadeira enciclopédia viva, o que tornou a visita aos pontos históricos de Fortaleza ainda mais interessante. Os ônibus saiam do hotel com destino às praias todos os dias, às 7h00, fazendo com que nós tivéssemos que acordar bem cedo, tomar um café reforçado, com direito à muita tapioca.
Os passeios em Fortaleza foram agradabilíssimos...

Confiram algumas fotos!
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Praia de Morro Branco

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Praia de Canoa Quebrada

07 janeiro 2005

Planos para 2005

Todo começo de ano é a mesma coisa! A gente promete, planeja, sonha, tem vontade de mudar o que não deu certo, fazer diferente. Aliás, está certíssimo é assim que tem de ser: ano novo, vida nova. As transformações precisam sempre existir. A vida fica chata, sem graça, se a gente perde a vontade de agir, mudar, fazer melhor, ser alguém melhor.

Em alguns momentos ser e fazer melhor parece difícil, pesado, impossível. Às vezes se acomodar diante de certos acontecimentos parece o caminho mais fácil e indolor, mas a vida precisa de encanto, detalhes, coragem. Por mais que a frase pareça piegas, insisto em dizer que “ enquanto há vida, há esperança”. Acho importante acreditar na melhora dos dias e isso não tem nada a ver com religião. É preciso também acreditar em si mesmo, acreditar que quando se quer e se tem coragem, as fraquezas somem e a gente vence. O otimismo precisa fazer parte da nosa vida, precisa estar sempre presente no nosso jeito de encarar o mundo.

Teve uma época que eu parei de planejar as minhas ações, o meu dia-a-dia, simplesmente decidi viver um dia após o outro e ver aonde eu chegaria. Devo admitir que tem vezes que essa época quer bater novamente à minha porta, mas eu sinto que preciso dizer não. Afinal de contas, é legal planejar, saber mais ou menos o que se tem vontade de fazer da própria vida.

Quero fazer o possível para que 2005 seja um bom ano prá mim. Grandes realizações a gente sempre quer que aconteçam, mas planejar pequenas coisas, evitar falhas frequentes que talvez resultem em grandes consequências para a nossa vida, também pode ser o caminho para melhorar o dia-a-dia.

Fiz uma lista de pequenas coisas que gostaria de fazer em 2005, e dentre elas, escrevi que preciso respeitar mais os meus limites e me preocupar menos por conta de erros dos outros.
Acho interessante refletir sobre si mesmo e tentar enxergar o que está errado e tentar mudar. Todos nós temos limites, sabemos até onde podemos ir, o que é possível, ou não, aceitar e suportar.

Quanto a mim, sempre acho que aceito, que posso e suporto mais do que realmente consigo. Não que eu tenha percebido isso somente agora, mas é melhor tentar mudar logo, não acham? Pois é, minha gente, que 2005 seja o ano da reflexão e da ação, que seja possível assumir e corrigir os nossos erros. E que ainda haja tempo de viver melhor e melhor!



04 janeiro 2005

Saudades...

Sabem que o Brasil está se tornando um país cada vez mais interessante para mim? Na verdade, tem mais a ver com a saudade que sinto da minha vida à brasileira do que necessariamente com o país em sim, entendem? Parece que passei a dar valor à coisas que antes não eram assim tão importantes na minha vida.

Adoro chegar na terrinha e começar a falar em português, ler os jornais, assistir TV, pode até ser algum desses programas babacas, desde que seja em português. Sinto saudades do idioma! Aqui na Suécia tenho tido a oportunidade de encontar cada vez mais brasileiros e além disso falo sempre com a minha mãe, mas não é a mesma coisa. Em casa, depois que eu aprendi sueco, só falamos em em sueco, até porque o Jonas começou a estudar com seriedade o português somente agora. Antes do sueco a nossa língua oficial era o inglês.

Falando em saudade...para quem vive por essas bandas, o Sol faz muita falta. Na verdade, nos últimos dias até que ele tem aparecido por aqui, mas por conta do inverno, calor mesmo, só em julho, se tivermos sorte!

Bom, a luz do dia é também um assunto a ser pautado. A suécia teve o dia mais escuro do ano em 21 de dezembro – o Sol costuma nascer em torno de 8h50 e o pôr – do – Sol ocorre por volta das 14h40 -. Depois dessa data o país fica cada vez mais claro. Vou explicar melhor, quando chega o inverno, além da temperatura cair bruscamente, os dias ficam mais curtos e as noites mais longas.

Em compesação, no verão, os dias são mais longos que as noites e em algumas regiões ao Norte da Suécia, é possível ver o “Sol da meia-noite”, ou seja, não escurece nunca durante quase um mês. Na região onde moro, localizada mais ao centro do país, temos Sol até aproximadamente às 22h. É surpreendente!

Às vezes é difícil encarar as diferenças como pontos positivos, principalmente quando elas nos incomodam, mas é legal tentar. Gostar do país dos outros como se fosse o nosso exige paciência, tempo e talvez não seja totalmente possível. O negócio é encarar a vida de maneira positiva e aceitar que apesar de o Brasil reunir muitas das coisas que a gente aprecia, belezas e novidades de outras terras também podem nos encantar!


02 janeiro 2005

De volta ao "Mundo Sueco"

Depois de cinco semanas no Brasil, estamos de volta à gélida Suécia! Foram dias
muito bem aproveitados lá na terrinha...consegui matar as saudades da família, amigos, da minha cachorrinha Sabina e ter tido a oportunidade de viajar para lugares legais e curtir o Sol do Brasil na minha pele que andava desbotada.

Infelizmente, nem tudo tem andado bem nesse mundo, né? Como vocês já sabem a tragédia ocorrida na Ásia tem deixado o mundo de luto. Até agora 59 suecos foram encontrados mortos e mais de 2900(números oficiais anunciados hoje) estão desaparecidos, apenas na Tailândia, destino turístico mais popular entre os suecos nesta época do ano. Na última quinta-feira, quando chegamos ao aeroporto de Arlanda, em Estocolmo, familiares, equipes médicas e mídia aguardavam os sobreviventes da tragédia. Assim tem sido desde o domingo, 26 de dezembro, data em que tudo ocorreu.

Experimentamos uma sensacão de alívio e alegria em ver que apesar das dificuldades enfrentadas, muitas pessoas estavam chegando e sendo amparadas por suas famílias e recebendo a ajuda necessária das equipes médicas.

Bom, leitores, espero que todos estejam bem, saudáveis e confiantes num 2005 mais alegre e justo! Durante a semana vou preparar mais textos e comecar a atualizar o blog!
Aguardem!

27 novembro 2004

Brasil - minha terrinha

Chegamos ontem a Sao Paulo...hoje está fazendo 31º! Nada mal para quem saiu de uma temperatura de -20, né, minha gente? Finalmente vamos poder udar camiseta, botar os dedinhos de fora numa sandália e tomar um chopinho gelado na calçada. Parece que os pquenos prazeres tornam-se ainda mais satisfatórios quando a gente fica longe deles!

No café da manha de hoje comemos mamao papaya e pao de queijo...foi o máximo poder acordar e ouvir a voz da minha mae e o "chorinho" da minha cachorrinha Sabina! Como disse, pequenos prazeres que satisfazem!

Brasil.....