30 março 2007
Mudei de país, mas não mudei de princípios! Parece óbvio, não? Mas, na verdade, são tantas as mudancas, as diferencas, os conflitos internos e externos. Ás vezes, é necessário refletir, entrar dentro do próprio coracão e se perguntar o que pode ser aceito e o que, definitivamente, deve ser recusado!
Digo tudo isso, pois a vida numa outra sociedade suscita crises. Mesmo com essa história toda de ter que se adaptar à uma outra cultura, hábitos e outras mil coisas, os princípios que fazem de nós as pessoas que aprendemos a ser, precisam prevalecer e se fortalecer dentro de nós. A abertura de muitas concessões, anulacão de comportamentos que identificam o nosso caráter, só pode gerar confusões e atritos.
Sou quem sempre fui, continuo acreditando no que sempre acreditei e a vida na Suécia não pode apagar os meus sólidos valores para determinadas questões.
Ai, será que sou cabeca dura demais? É, defeito de ariana! Espero que esse serzinho que cresce no meu ventre e me chuta o tempo inteiro, herde o lado bom dessa “determinacão materna”, mas que seja inteligente o bastante prá não ser cabeca dura :-)!
21 fevereiro 2007
Tô gravida!!!!
Grávida? Eu? Yessssssssssssssssssssssss! Ainda não tinha tido tempo de escrever sobre o assunto, apesar da vontade imensa de poder repartir essa felicidade com vocês!
É mágica mesmo, não há outra explicacão! Ter um bebezinho aqui na minha barriga é certamente o maior do presentes!
Estive no Brasil durante todo o mês de janeiro e foi maravilhoso poder dividir esse momento com a família e os amigos e mostrar a minha barriguinha!!! Se eu for citar especificamente os amigos, só tenho a agradecer o enorme carinho de todos, os lindos presentinhos que o baby ganhou e todo o cuidado e preocupacão que demostraram. Eu e o baby nos sentimos prá lá de queridos!
Gravidez é mesmo um momento mágico e esquisito! Passei muito mal no início, tive muitos enjôos e fui obrigada a tomar remédios! Ficou difícil ser eu, sem reclamar de tudo...como canta Gal, naquela música ”Nuvem Negra”. Mas agora, como o primeiro trimestre já passou, tudo ( ou quase tudo) já voltou ao normal. Mas a minha sensibilidade para cheiros continua agucada, então, às vezes, ainda tenho enjôos quando abro a geladeira ou sinto cheiro de algumas comidas!
O bebê chega em julho, verão na Suécia! Confesso que agora, invernão, com temperatura na casa dos -17 graus, não é assim tão fácil viver esse período de gravidez. Fico com receio de escorregar na neve, não posso fazer nem um esporte de inverno e nem pegar a bicicleta. Aliás, acho um ato de coragem andar de bicicleta nessa época. Às vezes vejo grávidas com barrigas enormes em cima de suas bikes. É, essa eu vou ficar devendo, já que não tenho sangue Viking nas veias. É melhor não correr o risco!
No mais, estou realmente encantada! Feliz demais com a idéia de ser mãe!
É mágica mesmo, não há outra explicacão! Ter um bebezinho aqui na minha barriga é certamente o maior do presentes!
Estive no Brasil durante todo o mês de janeiro e foi maravilhoso poder dividir esse momento com a família e os amigos e mostrar a minha barriguinha!!! Se eu for citar especificamente os amigos, só tenho a agradecer o enorme carinho de todos, os lindos presentinhos que o baby ganhou e todo o cuidado e preocupacão que demostraram. Eu e o baby nos sentimos prá lá de queridos!
Gravidez é mesmo um momento mágico e esquisito! Passei muito mal no início, tive muitos enjôos e fui obrigada a tomar remédios! Ficou difícil ser eu, sem reclamar de tudo...como canta Gal, naquela música ”Nuvem Negra”. Mas agora, como o primeiro trimestre já passou, tudo ( ou quase tudo) já voltou ao normal. Mas a minha sensibilidade para cheiros continua agucada, então, às vezes, ainda tenho enjôos quando abro a geladeira ou sinto cheiro de algumas comidas!
O bebê chega em julho, verão na Suécia! Confesso que agora, invernão, com temperatura na casa dos -17 graus, não é assim tão fácil viver esse período de gravidez. Fico com receio de escorregar na neve, não posso fazer nem um esporte de inverno e nem pegar a bicicleta. Aliás, acho um ato de coragem andar de bicicleta nessa época. Às vezes vejo grávidas com barrigas enormes em cima de suas bikes. É, essa eu vou ficar devendo, já que não tenho sangue Viking nas veias. É melhor não correr o risco!
No mais, estou realmente encantada! Feliz demais com a idéia de ser mãe!
20 fevereiro 2007

Eu tô grávida
Grávida de um beija-flor
Grávida de terra
De um liquidificador
E vou parir Um terremoto, uma bomba, uma cor
Uma locomotiva a vapor
Um corredor
Eu tô grávida
Esperando um avião
Cada vez mais grávida
Estou grávida de chão
E vou parir Sobre a cidade
Quando a noite contrair
E quando o sol dilatar
Dar à luz Eu tô grávida
De uma nota musical
De um automóvel
De uma árvore de Natal
E vou parir
Uma montanha, um cordão umbilical, um anticoncepcional
Um cartão postal
Eu tô grávida
Esperando um furacão, um fio de cabelo, uma bolha de sabão
E vou parir
Sobre a cidade
Quando a noite contrair
E quando o sol dilatar
Vou dar a luz
Grávida
Marina Lima
Composição: Marina Lima
Marina Lima
Composição: Marina Lima
05 fevereiro 2007
27 janeiro 2007
Estilista Ronaldo Fraga exalta a China em desfile

SÃO PAULO - Um bando de alfinetes se espetando para sobreviver. Assim, com uma poesia cortante, Ronaldo Fraga nos remete à sua China.
De cara, joga sobre nós a imagem do refeitório da fábrica, de onde saem todas as cópias, todas as produções em séries ilimitadas, para desespero do mundo capitalista.
Nos uniformes, seu cenário vivo lembra a todos que aquilo que você consome passa pelo arroz com pauzinho do país da grande muralha. Ainda que perturbador, Ronaldo Fraga brinda os fashionistas com mais um desfile incrível.
Em sua China brotam plissados, maxipantalonas, inúmeros tops que flertam com a modelagem dos kimonos, e se refazem em construções de tressês de tecido. A seda com brilho está lá, as porcelanas, os uniformes comunistas, um brocadinho aqui, um xadrezinho acolá (como diz Fraga, mineiramente).
O que dizer da estampa da multidão de rostos, digna de um país de um bilhão de habitantes? Só ele é capaz disso. São tantas as informações, as imagens, os shapes, os tecidos, que os olhos parecem não conseguir acompanhar o turbilhão de boas de idéias de Fraga.
Dos braceletes de inox à microbolsinha, dos cabelos em tranças aos sapatos e botinhas delícia de usar, tudo nesta China fashion encanta. "Moda não muda o mundo. Quem muda o mundo são as pessoas. A moda só muda as pessoas".
A poesia de Fraga muda a cada temporada. E a gente já não sabe mais viver sem suas histórias construídas de imaginação e pano.
No cenário
Tinha grife também entre os chineses-cenário do desfile de Ronaldo Fraga. O estilista Jum Nakao era um deles. O cabeleireiro Celso Kamura também. Eles, e todos os outros, comeram arroz de verdade durante o desfile. Atenção também para a mensagem: Free Tibet.
Fonte: AE
Foto: Grife de Ronaldo Fraga / Jonne Roriz - AE
* Fui ao SP Fashion Week, ontem, ver o desfile do mineiro Ronaldo Fraga. Bem interessante!!!
19 janeiro 2007
29 dezembro 2006

País das filas? Pessoas anti-sociais? Gente que não consegue reclamar de uma refeicão insossa num restaurante por ter medo de conflito? Pois é, esse é o típico sueco! Explico: existe um programa chamado “O país mais moderno”, aqui na Suécia. Outro dia estavam discutindo sobre umas das tantas definicões do que é ser sueco, tentando tracar um perfil. Sim, o programa é apresentado por suecos!
Sueco adora fila! Elas estão em todo lugar! Até prá pedir informacão, é necessário pegar fila. Sem essa de achar que por que você está com pressa, vai poder passar na frente de quem está na fila do caixa e vai pagar mercadorias. Logo quando cheguei aqui e queria só pedir uma informacão, me dirigia ao caixa e perguntava o que eu queria saber…mas a funcionária do caixa, sem tanta gentileza, dizia que se eu quisésse perguntar algo, deveria pegar a mesma fila que todas as outras pessoas que estavam esperando para fazer pagamentos. Pois é, e não importa o tamanho da fila!
Quanto à ”etiqueta” nos restaurantes, também é verdade! Parece que as pessoas não ousam reclamar se estão insatisfeitas com a comida. Reclamam entre os acompanhantes, mas nunca com o funcionário responsável. Sobre as filas, já me acostumei! Mas quanto aos restaurantes...me sinto na obrigacão de reclamar se não estiver satisfeita. Os precos são bem altos, então a qualidade também tem que ser!
A discussão sobre o sueco ser ou não anti-social, tinha a ver com ele “encontrar-se ou não com colegas de trabalho de maneira privada”. Pelo que vejo, essa relacão não é muito diferente da que temos no Brasil. Se há afinidades com um colega, os contatos podem se tornar mais estreitos e partir para uma amizade. Mas percebo que sueco demora um pouco mais para ser amigo de alguém do que brasileiro. Há um distanciamento maior. Parece que esse lance de confiar na química logo de cara e virar amigo, não rola.
Talvez isso dê a impressão ou gere, de fato, relacionamentos mais duradouros, não sei.
Os meus poucos amigos suecos foram conquistados da mesma forma que conquistaria amizades brasileiras. Mas eu percebo que apesar de eu ser a mesma pessoa, tanto aqui como no Brasil, as pessoas em torno de mim, são outras. Conheco e convivo com gente de várias nacionalidades e existe, sim, diferenca entre os povos. Não dá prá pensar que apesar de sermos de lugares diferentes, continuamos nos comportando da mesma maneira. Culturas diferentes geram indivíduos diferentes, certo? Mas a essência que faz com que indivíduos diferentes se unam, precisa permanecer sendo a mesma. A superfície, às vezes, pode assustar, admirar, confundir, encantar. Mas a essência, descoberta através de um bom papo ou um olhar mais profundo, é certamente reveladora. Se não for, fraternidade, compreensão e um sorriso continuam certamente sendo universais!
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